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Crônicas sem nexo parte I.....
João voltando do trabalho ja quase á meia noite,desceu do onibus e veio seguindo andando o restante do trajeto até sua casa que ainda ficava a uns 3 km do local onde ele desceu.
Veio refletindo sobre como sua vida era uma merda e como ele era um completo fodido,dívidas e mais dívidas,22 anos e virgem,sem pai nem mãe e ainda por cima com uma hemorróida que o atormentava dia e noite,sem contar também com uma sensação de completa impotência diante de sua própria vida e de como tudo passava diante de seus olhos de uma forma sem controle.
João ja pensou em suicídio,só traria mais problemas,e ele por ser fraco demais não teria culhões suficiente para fazê-lo.
Sua vida se resumia em trabalho e estudo,um esforço que talvez fosse em vão numa sociedade cada vez mais egoísta e hedonista como a daquela época,ele se perguntava se valeria a pena tanto esforço,taxado de idiota no trabalho e feito de bobo na faculdade,João só queria ficar em paz em seu canto sem ser incomodado,cada dia mais revoltado,nada mais fazia sentido em sua vida.
Quase chegando em sua casa,João ouviu uns ruídos estranhos vindo do terreno baldio logo na esquina de seu cubículo,pensou em ir verificar o que estava acontecendo mas de tão cansado que estava resolveu passar direto,porém seu coração apertou conforme ele ouviu algo parecido com um grito feminino,não havia mais ninguém na rua e a polícia só vigiava o bairro dos ricos, aquele era um bairro de pessoas miseráveis.
Decidido a verificar o que estava acontecendo,ele se assustou quando se aproximou de mansinho e viu uma jovem sendo brutalmente espancada e a na iminência de ser estuprada por 4 moleques que não deviam passar dos 17 anos cada um,João como sempre foi um covarde em toda sua vida, pensou em correr e sumir dali , porem , logo veio o pensamento,- QUEM IRÁ AJUDÁ-LA?,nessa rua a polícia não passa,os moradores nada farão para ajudá-la, e ela morrérá nas mãos desses vermes.
João que sempre quis fazer algo de útil em sua vida,correu para o local e gritando falou , - SOLTEM-NA SEUS VERMES,os moleques pararam e olharam para ele falando - O QUE VOCÊ QUER SEU MERDA?, - VOCÊS ESTÃO ESTUPRANDO ESSA MOÇA!!- um dos catarrentos falando alto -PORRA NENHUMA SEU PUTO, ESSA DAQUI É UMA PUTA QUE NÓS PAGAMOS E ELA ESTÁ AQUI PORQUE QUER, NÃO É MESMO VAGABUNDA?,- É ISSO MESMO SEU RIDÍCULO, SOME DAQUI ANTES QUE ELES TE CHUTEM O RABO DAQUI ATÉ A PUTA QUE TE PARIU. João visivelmene abalado com o acontecido só pode se desculpar e sair cabisbaixo para sua casa,ele teria morrido se fosse preciso para salvá-la,porem ela só era uma proxeneta qualquer.
Só lhe restou ir para casa ,dar uma cagada,deitar e dormir,o outro dia o esperava ansioso.
Para Henry .........
O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece.
"Não sei quanto às outras pessoas, mas quando me abaixo para colocar os sapatos de manhã, penso, Deus Todo-Poderoso, o que mais agora?"
Frases de um cara que já morreu.fica aqui uma pequena homenagem ao Mestre
Buk..
O mundo inteiro é um saco de merdas se rasgando. Não posso salvá-lo. Sei que nos movemos em direção à miragem, nossas vidas são desperdiçadas, como as de todo mundo. Eu sei que nove décimos de mim já morreram, mas eu guardo o décimo restante como uma arma.
Estávamos todos juntos nisso. Todos juntos num grande vaso cheio de merda. Não havia escapatória. Todos desceríamos juntos com a descarga.
A verdade é que somos umas monstruosidades. Se pudéssemos nos ver de verdade, saberíamos como somos ridículos com nossos intestinos retorcidos pelos quais deslizam lentamente as fezes... enquanto nos olhamos nos olhos e dizemos: 'Te amo'. Fazemos e produzimos uma porção de porcarias, mas não peidamos perto de uma pessoa. Tudo tem um fio cômico.
Submissão..
Ás vezes me bate uma revolta e uma vergonha muito grande ser brasileiro
Me perguntando porquê, me vem uma resposta óbvia.
Submissão...Minha..Nossa..de todos nós..Brasileiros
Abaixar a cabeça à corrupção geral que se instaurou no nosso país já
é uma coisa natural.
Me perguntando porquê, me vem uma resposta óbvia.
Submissão...Minha..Nossa..de todos nós..Brasileiros
Abaixar a cabeça à corrupção geral que se instaurou no nosso país já
é uma coisa natural.
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!
É isso aí,mar de lama , povo feliz
VIVA O BRASIL
Loucos e Santos
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
"O. W"
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
"O. W"
Professor
Bem, o entardecer estava chegando
O ouvi tocar minha campainha
Ele disse "meu nome é professor
É assim que eu me chamo
E eu tenho uma lição
Que eu devo comunicar a você
É uma antiga expressão
Mas eu devo insistir, é verdade.
Levante-se num salto, olhe ao redor,
Vá se divertir!
Não há sentido em ficar sentado lá odiando todo mundo.
Nenhum homem é uma ilha e seu castelo não é o seu lar,
O ninho não serve pra nada quando o pássaro já voou."
Então eu comecei uma jornada,
Atirei o meu mundo ao mar.
Comigo foi o professor
Que se divertiu no meu lugar.
Hey cara, qual é o plano, o que foi que você disse?
Bronzeado de sol, drink na mão, deitado lá na cama.
Eu tento socializar-me mas pareço não poder encontrar
O que eu estava procurando, tem algo errado com minha mente.
Então o professor me falou
Que foi muito divertido
Agradeceu-me pelas passagens
E por tudo o que eu havia feito.
Hey cara, qual é o plano, o que foi que você disse?
Bronzeado de sol, drink na mão, deitado lá na cama.
Eu tento socializar-me mas pareço não poder.
Tem algo errado com minha mente.
Em Diversas Maneiras
Eu posso ver as sombras na parede
Movendo - se ao passo que as folhas começam a cair
Despreocupados com a rugosidade, os objetos rendem - se à gravidade
E descrevem o destino de todos nós
Ninguém realmente sabe porque morremos
Ninguém consegue uma revelação então nós tentamos
Ignorando a mortalidade, nós veneramos a mediocridade
E aguardamos ver o que acontece lá em cima (sentido de céu)
Em diversas maneiras nós vivemos para seguir o sol
Em diversas maneiras nós exaltamos e falhamos como um todo
Em diversas maneiras nós desejamos tão mal para que possa ser feito
Em diversas maneiras nós mostramos nossa dor em uníssono
Para Amigos do Blog ..
Carta Anônima
Após mais um dia normal de trabalho Cogliostro volta para casa tranqüilo, passa no boteco de sempre, toma sua cervejinha e segue calmante seu caminho de casa. Chegando lá pega suas correspondências, o de sempre, contas, propagandas e etc. Só que desta vez algo chamou-lhe a atenção havia uma carta com somente seu nome nela escrito,Cogliostro coçou a cabeça e curioso como ele só, tratou logo de abri-la, então:
_ Que estranho?
Após aberta veio a revelação, um frio mortal subiu por sua espinha, Cogliostro não parava de tremer, era difícil acreditar no que acabara de ler:
_ “Em três dias acabarei com sua vida.”
Entrou em casa abalado, jantou quase nada e sem assistir o jornal foi tentar dormir um pouco para recompor-se de tamanho susto.
No dia seguinte, saiu quase normalmente para trabalhar, desconfiado até mesmo de sua sombra, ficou meio que paranóico olhando para os lados e a cada barulho mais alto ele quase tinha um ataque. No final do dia para seu desespero novamente a mesma carta. Se ele já estava com medo agora ele esta apavorado. Tratou de ligar imediatamente para seu cunhado detetive e pediu para que as medidas necessárias fossem tomadas. Após seu cunhado saber tudo que se passava decidiu pedir para que uma patrulha vigiasse sua propriedade para que Cogliostro pudesse dormir sossegado.
Mais um dia começa e Cogliostro sai para o trabalho... Curiosamente neste dia ele começou a demorar muito para retornar ao lar. Preocupados os guardas saíram em seu encalço em vão. Lá pelas tantas houve um barulho do quintal da casa, de repente:
PÁ TÁ PÁ!!! Três disparos rompem o silêncio da noite.
Um corpo mascarado todo de preto é atingido e cai fulminado. Quando o cunhado o retira a máscara, para surpresa de todos, Cogliostro estava lá, deitado, gélido parecendo sorrir. Após uma revista em seus bolsos foi encontrado apenas um bilhete escrito a sangue:
“Obrigado”.
Por Alguma Razão
Por alguma razão
Algo queima dentro do meu peito
Por alguma razão
Vidas são ceifadas diariamente
Por alguma razão
O povo brasileiro vive num estado catatônico
Por alguma razão
Mais de 8.000 pessoas vão ao velório do Ex-Presidente em Brasilia
Por alguma razão
Essas mesmas pessoas não vão ao mesmo lugar para lutar por algo melhor
Por alguma razão
Dizem que o homem "evoluiu"
Por alguma razão
Me olho no espelho e vejo que isso é mentira.....
Algo queima dentro do meu peito
Por alguma razão
Vidas são ceifadas diariamente
Por alguma razão
O povo brasileiro vive num estado catatônico
Por alguma razão
Mais de 8.000 pessoas vão ao velório do Ex-Presidente em Brasilia
Por alguma razão
Essas mesmas pessoas não vão ao mesmo lugar para lutar por algo melhor
Por alguma razão
Dizem que o homem "evoluiu"
Por alguma razão
Me olho no espelho e vejo que isso é mentira.....
Obama e o carnaval
Barack Obama lamentou ter chegado ao Rio de Janeiro depois do carnaval. Não seja por isso. Não há nada mais carnavalesco do que a sua chegada.
No grande coquetel de espuma e purpurina de que é feita a diplomacia internacional, uma alegoria se destaca na visita do presidente americano: a discussão sobre uma vaga para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU.
É mesmo um tema crucial. Com essa vaga, os brasileiros finalmente mostrarão ao mundo quem são.
E quem são? São os bons e velhos pedintes, especialistas na arte de se candidatar a uma boquinha aqui e acolá. De preferência, aquelas que não exigem currículo do candidato.
Nos coloquemos no lugar dos atuais membros do Conselho de Segurança, diante da questão de abrir uma vaga para o Brasil. Quais são as credenciais do candidato a integrar o clube dos que arbitram os conflitos do mundo?
São credenciais fortes. De saída, o Brasil é o país que apóia o programa nuclear clandestino do Irã, e se tornou aliado político do tarado radioativo de lá. Como se sabe, a radioatividade está na moda. Ponto para nós.
Também é o Brasil aquele que, nos últimos anos, andou de mãos dadas para cima e para baixo com Muammar Kadafi – o nome que mais inspira segurança ao mundo no momento. Mais uma credencial eloqüente.
Foi o Brasil que se meteu em Honduras, fazendo da sua embaixada um spa para o presidente deposto e seus amigos tocarem violão e sonharem com Che Guevara, enquanto jogavam pedras nos passantes. Foi a intervenção diplomática mais inócua da história, mas fez a alegria do coronel Hugo Chávez, outro símbolo do pacifismo tarja preta.
É também o Brasil, e seu governo popular, o principal fiador latino-americano do regime de Fidel Castro.
Como se vê, Obama e o Conselho de Segurança da ONU têm todos os motivos para abrir uma vaga ao Brasil. A paz mundial não pode esperar mais um minuto por esse novo árbitro altamente qualificado.
E o Brasil? Por que quer tanto essa vaga? De onde vem tal convicção de que precisamos definitivamente figurar nesse fórum de potências militares, participando de suas decisões bissextas e eventualmente inúteis?
Não se sabe ao certo. Alguém deve ter soprado à diplomacia brasileira que o jetom é gordo.
Além do habitual chororô pró-forma sobre barreiras comerciais, e da inevitável macumba para turista, a recepção a Barack Obama serviu para se escrever mais um capítulo dessa novela surrealista do Conselho de Segurança.
O presidente americano nem precisou escutar o batuque para sair com a certeza: este é o país do carnaval
por : G.F
No grande coquetel de espuma e purpurina de que é feita a diplomacia internacional, uma alegoria se destaca na visita do presidente americano: a discussão sobre uma vaga para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU.
É mesmo um tema crucial. Com essa vaga, os brasileiros finalmente mostrarão ao mundo quem são.
E quem são? São os bons e velhos pedintes, especialistas na arte de se candidatar a uma boquinha aqui e acolá. De preferência, aquelas que não exigem currículo do candidato.
Nos coloquemos no lugar dos atuais membros do Conselho de Segurança, diante da questão de abrir uma vaga para o Brasil. Quais são as credenciais do candidato a integrar o clube dos que arbitram os conflitos do mundo?
São credenciais fortes. De saída, o Brasil é o país que apóia o programa nuclear clandestino do Irã, e se tornou aliado político do tarado radioativo de lá. Como se sabe, a radioatividade está na moda. Ponto para nós.
Também é o Brasil aquele que, nos últimos anos, andou de mãos dadas para cima e para baixo com Muammar Kadafi – o nome que mais inspira segurança ao mundo no momento. Mais uma credencial eloqüente.
Foi o Brasil que se meteu em Honduras, fazendo da sua embaixada um spa para o presidente deposto e seus amigos tocarem violão e sonharem com Che Guevara, enquanto jogavam pedras nos passantes. Foi a intervenção diplomática mais inócua da história, mas fez a alegria do coronel Hugo Chávez, outro símbolo do pacifismo tarja preta.
É também o Brasil, e seu governo popular, o principal fiador latino-americano do regime de Fidel Castro.
Como se vê, Obama e o Conselho de Segurança da ONU têm todos os motivos para abrir uma vaga ao Brasil. A paz mundial não pode esperar mais um minuto por esse novo árbitro altamente qualificado.
E o Brasil? Por que quer tanto essa vaga? De onde vem tal convicção de que precisamos definitivamente figurar nesse fórum de potências militares, participando de suas decisões bissextas e eventualmente inúteis?
Não se sabe ao certo. Alguém deve ter soprado à diplomacia brasileira que o jetom é gordo.
Além do habitual chororô pró-forma sobre barreiras comerciais, e da inevitável macumba para turista, a recepção a Barack Obama serviu para se escrever mais um capítulo dessa novela surrealista do Conselho de Segurança.
O presidente americano nem precisou escutar o batuque para sair com a certeza: este é o país do carnaval
por : G.F
Chuva ideológica
Uma tragédia como a da região serrana do Rio iguala ricos e pobres na dor, nas perdas, no desamparo. Os únicos que ficam imunes são os plantonistas do bem.
Esses já sabiam de tudo. Estava na cara. Enquanto todos se deprimem, eles se agigantam, desfilando sua indignação triunfal contra tudo isso que aí está.
Omissão, incúria, cinismo e, é claro, falta de vontade política. Os culpados pela tragédia são prontamente carimbados com todos os lugares comuns da vilania.
Os plantonistas do bem sabem quem são os culpados. São, em primeiro lugar, os governantes – esses seres insensíveis que não tiraram as pessoas do caminho da enxurrada.
No clima da contagem de corpos, os governantes irresponsáveis logo viram assassinos. Para que economizar?
Deviam estar todos na cadeia. A começar pelos que deixaram a cidade de Friburgo ser erguida onde foi. A julgar pelo alcance dos estragos ali verificados, quem estava em área de risco era a cidade inteira.
Como ninguém notou isso em quase 200 anos?
Quase ninguém. Os plantonistas do bem sabiam de tudo.
Em segundo lugar, a culpa é dos políticos. Sempre eles. Dentro ou fora dos governos, convencem cidadãos inocentes a lhes darem seus votos e desaparecem na primeira chuva.
Em terceiro lugar, a culpa é do aquecimento global – isto é, do capitalismo.
Definido o ranking de culpas, os virtuosos, que não têm nada com isso, podem sair por aí apontando o dedo para os vilões e praticando o doce esporte da indignação a fundo perdido.
Os críticos permanentes do sistema estarão sempre com a cabeça fora d’água. É o único lugar realmente seguro do planeta.
Esses já sabiam de tudo. Estava na cara. Enquanto todos se deprimem, eles se agigantam, desfilando sua indignação triunfal contra tudo isso que aí está.
Omissão, incúria, cinismo e, é claro, falta de vontade política. Os culpados pela tragédia são prontamente carimbados com todos os lugares comuns da vilania.
Os plantonistas do bem sabem quem são os culpados. São, em primeiro lugar, os governantes – esses seres insensíveis que não tiraram as pessoas do caminho da enxurrada.
No clima da contagem de corpos, os governantes irresponsáveis logo viram assassinos. Para que economizar?
Deviam estar todos na cadeia. A começar pelos que deixaram a cidade de Friburgo ser erguida onde foi. A julgar pelo alcance dos estragos ali verificados, quem estava em área de risco era a cidade inteira.
Como ninguém notou isso em quase 200 anos?
Quase ninguém. Os plantonistas do bem sabiam de tudo.
Em segundo lugar, a culpa é dos políticos. Sempre eles. Dentro ou fora dos governos, convencem cidadãos inocentes a lhes darem seus votos e desaparecem na primeira chuva.
Em terceiro lugar, a culpa é do aquecimento global – isto é, do capitalismo.
Definido o ranking de culpas, os virtuosos, que não têm nada com isso, podem sair por aí apontando o dedo para os vilões e praticando o doce esporte da indignação a fundo perdido.
Os críticos permanentes do sistema estarão sempre com a cabeça fora d’água. É o único lugar realmente seguro do planeta.
Parede suja.Chão sujo
Parede suja chão sujo
vidas despedaçadas ao léu
carnificinas e sadismos à mostra
vidas sendo vomitadas diariamente
ratos e baratas fazendo revolução
passividade e conformidade
ditam o dia-a-dia da sociedade
Busca incessante do gozo infinito
egoísmo como nosso melhor amigo
assassinato morte homicídio
o destino inevitável da humanidade
vidas despedaçadas ao léu
carnificinas e sadismos à mostra
vidas sendo vomitadas diariamente
ratos e baratas fazendo revolução
passividade e conformidade
ditam o dia-a-dia da sociedade
Busca incessante do gozo infinito
egoísmo como nosso melhor amigo
assassinato morte homicídio
o destino inevitável da humanidade
Bolso Cheio
Tenho mesmo muita sorte
e posso viver nesse luxo
porque tenho o bolso cheio
de sonhos....
é o meu universo
mesmo com a bolsa vazia
porque tenho o bolso cheio
de sonhos...
ou:
sem mais dinheiro no banco
sem mais a quem agradecer
o que é que eu vou fazer?
o que é que eu vou fazer:
vamos apagar as luzes e
dormir.
Trecho de - Bukowski, Charles; Notas de um velho safado, pag 67.
e posso viver nesse luxo
porque tenho o bolso cheio
de sonhos....
é o meu universo
mesmo com a bolsa vazia
porque tenho o bolso cheio
de sonhos...
ou:
sem mais dinheiro no banco
sem mais a quem agradecer
o que é que eu vou fazer?
o que é que eu vou fazer:
vamos apagar as luzes e
dormir.
Trecho de - Bukowski, Charles; Notas de um velho safado, pag 67.
Feliz 2014!!!
Estima-se que a legalização dos bingos renderá ao governo o equivalente a 14 AeroDilmas. A decolagem da presidenta estará garantida pela propina não contabilizada do lobby da jogatina.
Mas, como se sabe, a boca é grande. Por isso o cassino precisa também da CPMF, para fazer girar a roleta da saúde – aquela que cura todos os males da burocracia companheira.
Mesmo assim, a arrecadação mais do que recorde não será suficiente. Afinal, para o governo popular, as eleições de 2014 começam agora. E é preciso engordar a mágica da bondade.
A idéia é dar uma subida na linha da pobreza, deixando entrar mais gente na festa do Bolsa Tudo.
Em termos da batalha ideológica, está tudo dominado. Hoje, quem ousa dizer que o assistencialismo petista não é a vanguarda da civilização está perdido. A opinião pública parece ter sido seqüestrada pelos robespierres do Ipea.
Este é o Brasil moderno: dinheiro de graça para os pobres, e final feliz garantido no Oscar.
O novo conceito de prosperidade, que abençoa um exército de afilhados do Brasil pendurados nas bolsas do lulismo – o Baú da Felicidade do século 21 – é a base do projeto Dilma 2014. Se tudo der certo, a hegemonia neopopulista ficará a três anos de igualar o reinado de Getúlio Vargas.
É essa modernidade que vem encantando os bem pensantes, incluindo uma parcela que nem está na folha do PT.
O sucesso formidável da transformação do Bolsa Tudo em votos, que consagrou a presidenta pára-quedista, é um poderoso formador de convicções intelectuais. O desfile de teorias para justificação sociológica do novo Baú da Felicidade está só começando.
O Brasil vai erradicar a pobreza distribuindo dinheiro a fundo perdido. Como ninguém pensou nisso antes?
Vamos esperar para ver esse final feliz: uma população vivendo de mesada de um Estado que vende o almoço para pagar o jantar.
Que os bingos abençoem o país do futuro.
Autor, Dyego Alexandre
DOR
Dor, amor, sabor.
O que será dor?
Um estado inebriante?
Um torpor sem pudor?
Ou talvez um licor?
Vai saber!
Tesão recolhido,
Lágrimas do engano,
Desespero e gritos de um louco.
Deve ser isso, ou talvez não.
Engano mental,
diarréia de conhecimento
ja sei,
Dor é simplesmente, dor!
E muito querendo, pode-se ter nada.
Autor, Dyego Alexandre
O que será dor?
Um estado inebriante?
Um torpor sem pudor?
Ou talvez um licor?
Vai saber!
Tesão recolhido,
Lágrimas do engano,
Desespero e gritos de um louco.
Deve ser isso, ou talvez não.
Engano mental,
diarréia de conhecimento
ja sei,
Dor é simplesmente, dor!
E muito querendo, pode-se ter nada.
Autor, Dyego Alexandre
Mentes Perturbadas
Todas as pessoas tem algum tipo de perturbação, seja pela pressão dos tempos modernos onde nada vale mais do que ter (como significado possuir), sendo que o mais importante de fato, não temos, que é a consciência de que não somos só nós e os nossos (familia, amigos) no mundo. Que também existem outras pessoas ao nosso redor.
Mente perturbada é aquela que sofre de insatisfação contínua. Vive tensa, perturbada, inquieta, não se tranqüiliza, nem repousa. Se aflige com o futuro e com o passado, assim como com as circunstâncias do presente. Ou seja, vive num círculo vicioso onde nada é mais importante do que a própria perturbação em si, um beco sem saída, amargurado ao extremo e sem perspectivas de melhora.
Uma doença (acredito que seja) da qual alguns ainda se envergonham pois se perguntam muitas vezes o que fizeram de errado para chegar em tal ponto crítico, com medo de se abrir com pessoas próximas e sem ajuda médica, muitas vezes acabam chegando ao extremo de tirar a própria via ou a de outrem. Esse é o grande mal desse século, pois nunca na história da humanidade vimos tantos casos pertubadores de mentes doentes.
Não por um e sim por diversos fatores que se colocados aqui, tomariam muito tempo e cansariam a todos. As pessoas deviam procurar mais, viver com a plena felicidade que não está no consumo exagerado e inoportuno de hoje em dia e sim na simplicidade (de corpo e alma) que é muito importante para uma boa saúde mental.
Até a Próxima
Autor, Dyego Alexandre
Autor, Dyego Alexandre